22 de abril de 2015

50 hectares

A partir de hoje há mais 50 hectares que a Montis irá gerir.


A ALTRI Florestal e a Montis celebraram um protocolo para que a Montis assuma a gestão de 50 hectares de terrenos florestais pertencentes a esta empresa.

A área cedida está dividida em duas propriedades, nos vales dos rios Paiva e Deilão, concelhos de Arouca e S. Pedro do Sul.

É um grande passo para a Montis, e uma responsabilidade que nos assusta e entusiasma, permitindo aumentar a nossa área de atuação e experimentar novos modelos de gestão.

Estamos a lançar as bases para um plano de gestão, a procurar recursos e parceiros para o executar, enfim, a trabalhar nas bases do que é uma experiência com muitos riscos e oportunidades.

Neste caso a ALTRI cede o terreno, mantendo a gestão das manchas de produção de eucalipto que existem nas propriedades, mas caberá à Montis encontrar os recursos para a gestão, para a qual temos carta branca do dono do terreno.

Contamos com os sócios para saber o que fazer, avaliar o que for feito, criticar as opções e, esperamos nós, celebrar o que o merecer.

Falhar é sempre mais fácil que ter sucesso, mas não será por não tentarmos que seremos conhecidos, mas por tentar tantas vezes quantas as que nos permitirem o engenho e a arte de que formos capazes.

7 comentários:

  1. Eucaliptos? Humm...

    Vítor

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  2. Caro Vítor,
    Pode ser mais específico no seu comentário? É bom que as objecções ao que fazemos possam ser discutidas de forma clara, não para que cheguemos todos à mesma opinião, mas para que todos saibamos as razões de cada um.
    henrique pereira dos santos

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  3. Se calhar é (quase) um preconceito mas os inconvenientes da proliferação de eucaliptos (quase só para proveito das celuloses) são bem conhecidos! E eu embarco nessa onda...
    Com todo o respeito pelos objectivos e trabalho da Montis, não iria por aí.
    Admito, por desconhecimento do dossier, estar a opinar mal...
    Vítor

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  4. Caro Vítor,
    Há, na Montis, opiniões muito diversas sobre a produção de eucaliptos, mas o que está em causa aqui é a gestão de 50 hectares que não são de eucalipto.
    Poderiam sê-lo e, nesse caso, se o terreno fosse da Montis seriam, com certeza, reconvertidos. Se o terreno fosse de terceiros, dependeria do tipo de acordo a estabelecer com o dono do terreno.
    Mas no caso concreto não são de eucalipto, são propriedade de uma das celuloses que nos cede a sua gestão, dando carta branca à Montis nas opções de gestão.
    A minha sugestão é que venha ver os terrenos, será surpreendido com a sua qualidade paisagística, os valores naturais que encerram e as grandes oportunidades de gestão para a biodiversidade que criam.
    Assim tenhamos nós os recursos e a capacidade para transformar essas oportunidades em realidades.
    henrique pereira dos santos

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    Respostas
    1. Irei, e certamente sucumbirei perante a paisagem ( o Paiva é um dos meus rios preferidos).
      Mas, perdoem-me a insistência, eucaliptos naqueles vales, não condizem!
      De todo o modo, antes estar lá a Montis do que outra monstruosa celulose qualquer.
      Ainda pensei (pensámos alguns de nós) que com a já há muito consolidada informatização da vida profissional e privada se caminharia no sentido de tornar o papel dispensável...
      Lamentavelmente, parece estar a passar-se o contrário: facturas em duplicado, outdoors, embalagens, actas, fichas, senhas, lenços, etc. são a face visível deste irracional desperdício consumista...
      Vítor

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    2. Caro Vítor,
      Perdoe-me também a insistência: o que está em causa não é a discussão sobre eucaliptos naqueles vales, mas a gestão concreta destes 50 hectares (que até nem têm eucaliptos, apesar do seu proprietário ser uma das celuloses).
      Na Montis existem opiniões muito diversas sobre a produção de eucalipto, mas existe uma convergência muito grande sobre os modelos de gestão que iremos adoptar.
      É nessa convergência que nos queremos concentrar para fazer coisas concretas que ajudem a conservação e o património natural a estar mais perto das pessoas e da economia.
      henrique pereira dos santos

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