A MONTIS está a dar início ao projeto Escolas na Natureza, com o apoio da Fundação EDP, no âmbito do programa EDP Energia Solidária 2025.
Este projeto tem como objetivo aproximar os jovens e as comunidades do território através de uma abordagem prática de educação ambiental que vise a conservação do património natural e da biodiversidade. Ou seja, promove a capacitação prática de alunos, do 8º ano ao ensino superior, envolvendo também as comunidades e instituições de solidariedade social, reconectando-os com os valores locais.
Deste modo, ao longo de dois anos, vão ser realizadas diversas atividades onde alunos, professores, instituições de solidariedade social, autarquias e parceiros científicos estarão envolvidos em ações de restauro ecológico, monitorização da biodiversidade e valorização do património natural, promovendo a aprendizagem através da experiência direta e contribuindo para comunidades mais resilientes, inclusivas e ligadas à natureza.
A primeira atividade deste projeto foi realizada na passada terça-feira 13 de outubro, em parceria com a ASSOL - Associação de Solidariedade Social de Lafões, e envolveu cerca de 97 participantes. A atividade foi realizada em Pampilhosa da Serra, junto à barragem de Santa Luzia.
A atividade teve início ao final da manhã, junto ao Bar da Cal. Após a chegada dos participantes ao ponto de encontro, fez-se um breve briefing do projeto e de seguida iniciaram-se os trabalhos de voluntariado.
Os participantes foram divididos em dois grupos, para a realização de duas ações de voluntariado diferentes. O primeiro grupo esteve, com grande empenho, a realizar o controlo de espécies invasoras, arrancando as mimosas (Acacia dealbata) que estavam a surgir na margem da albufeira, mesmo em frente ao bar. O segundo grupo, com menos força, mas muito entusiasmo, dedicou-se a esmagar (com os pés) os ouriços caídos dos castanheiros que existem na zona, para libertar e apanhar as castanhas, que foram posteriormente semeadas (e algumas levadas por eles para um eventual mangusto).
Depois da atividade seguiu-se uma refeição que incluiu sopa de legumes fornecida por um restaurante local, bifanas trazidas (e preparadas no local) pela ASSOL e, de sobremesa, as famosas filhoses espichadas oferecidas pela Câmara Municipal de Pampilhosa da Serra.
Deixamos aqui o nosso agradecimento a todos os participantes da ASSOL, que vieram apoiar a conservação neste local bastante afetado por espécies invasoras, ao Município de Pampilhosa da Serra, à EpicLand que abriu para nós o Bar da Cal e à Fundação EDP que apoia este projeto.
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