19 de dezembro de 2014

E em concreto, o que vão fazer agora?


A resposta directa é curta: não sabemos.

Mas é uma resposta que sendo verdadeira, não está correcta.

Contamos em Janeiro formalizar a compra dos terrenos.

A partir desse momento iremos desenvolver um plano de gestão, que pode ser muito curto e simples, se se verificar que é o necessário, e faremos circular entre sócios e doadores, para recolher opiniões, tomar as decisões que houver a tomar, e adoptar o referido plano de gestão.

Por isso a resposta é verdadeira.

Mas não é correcta porque falta explicar que temos algumas ideias sobre o assunto, que iremos aprofundar e testar, mas que desde o princípio temos vindo a referir.

O que pretendemos é ajudar o processo natural de recuperação da vegetação, porque o que neste momento temos são carvalhais em recuperação, não são carvalhais maduros e desenvolvidos. E queremos garantir o acesso público para que seja possível visitar os terrenos.

Temos pois a certeza de que teremos de trabalhar o acesso a pé, e temos quase a certeza de que teremos de executar acções que permitam um gestão inteligente do fogo, para minimizar os seus efeitos no processo de recuperação, se em qualquer altura ocorrer algum fogo.

Neste momento, como acontece na generalidade dos carvalhais em recuperação, o risco de fogo é muito elevado porque se comportam como matos altos, com uma elevada carga de combustível. Se um fogo ocorrer, o processo de recuperação não é eliminado, mas é retardado.

Se o que pretendemos é ter, o mais cedo possível, carvalhais maduros, teremos de introduzir alguma discontinuidade de combustíveis, provavelmente junto dos carvalhos mais desenvolvidos, de modo a que qualquer fogo que ocorre afecte o menos possível estas árvores, para que a sua recuperação seja a mais rápida possível e o efeito de retardamento do fogo seja o menor possível.

A partir destas duas ideias base teremos também de olhar para grupos específicos, para a melhoria das condições de desenvolvimento da vegetação (armadilhas de sedimentos, abrigos e coisas que tal, por exemplo) e para a sustentabilidade económica da gestão, bem como para o envolvimento das pessoas, provavelmente através de programas de voluntariado estruturados para se desenvolverem no longo prazo.

Mas tudo isto são ideias preliminares a precisar de ser sistematizadas a partir do que se vai encontrando concretamente no terreno e das ideias que se forem discutindo.

2 comentários:

  1. O sítio pretendido situa-se não muito longe da reserva dos loendros?
    Se sim, e considerando apenas a vertente de eco-lazer que este projecto pode ter, sugeria que fosse proposto às entidades competentes a criação de um trilho pedonal ligando as duas áreas. Bem sei que Vouzela tem interessantes percursos mas este poderia ser ainda mais rico...
    Deste modo, entre outros, a divulgação do projecto e eventuais novos apoios seria possível.
    Vítor Monteiro

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  2. Estamos a trabalhar neste tipo de articulações, nomeadamente no quadro da área protegida em criação no concelho de Vouzela. Mas demorará o seu tempo.

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