No dia 19 de novembro, a MONTIS fez visitas técnicas a Vieiro e Costa Bacelo.
Em Vieiro, a visita incidiu sobre a recuperação da vegetação no pós fogo de 2024, e recolha de amostras de solo para análise. Atentámos na mortalidade do pinhal adulto na parte norte da propriedade, na regeneração natural seminal desses mesmos pinheiros, na regeneração dos carvalhos e outras folhosas afetadas diretamente pelo incêndio, na reposta ao fogo das espécies invasoras mimosa (Acacia dealbata) e háquea-picante (Hakea decurres) e na regeneração natural de eucalipto.
No pinhal adulto, a mortalidade mostrou-se ligeiramente superior ao que tínhamos estimado na primavera deste ano. Tínhamos estimado a perda de cerca de 50% do pinhal, mas devido aos escolitídeos (insetos que se alimentam de madeira de resinosas), conclui-se que perdemos cerca de 75%. Ainda relativamente ao pinhal verifica-se bastante regeneração natural no subcoberto. Os carvalhos e outras folhosas estão a regenerar como previsto (sem mortalidadedes de indivíduos), apesar de haver muitas árvores que estão a rebentar junto ao solo. A evolução das espécies invasoras também está a ter o comportamento previsto: a háquea-picante, fruto do esforço de deteção precoce e controlo com apoio dos voluntários de longa duração na primavera, quase não apresenta regeneração enquanto a mimosa apresenta elevada rebentação (apesar de também ter sido desenvolvido trabalho neste âmbito, ainda que em menor escala). Verifica-se também alguma regeneração natural de eucalipto por semente, coisa que também já tínhamos previsto mas pudémos agora quantificar.
A amostragem de solo foi realizada no âmbito de uma colaboração com o Departamento de Ambiente da Escola Superior de Tecnologia e Gestão do Instituto Politécnico de Viseu. Recolhemos amostras de solo de um local ardido com gestão MONTIS, de um local ardido sem gestão MONTIS e de um local não ardido com gestão MONTIS. A análise deste tipo de amostras será relevante para podermos avaliar se a gestão da MONTIS teve influência na microbiologia do solo após a passagem do incêndio.
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| Sobreiro jovem em regeneração pós incêndio na propriedade de Vieiro |
Já em Costa Bacelo a visita foi feita com o acompanhamento de responsáveis da Altri Florestal e de auditores e incidiu sobretudo sobre a gestão da galeria ripícola do rio Paiva. A visita em Costa Bacelo teve como objetivo principal mostrar a evolução do trabalho feito pela MONTIS ao longo dos últimos cinco anos.
Guilherme Varejão, 2025








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