3 caminhos possíveis

Depois de uma troca de ideias sobre a actual situação directiva da Montis, parece ser útil resumir o que está em causa, o que faço aqui em meu nome, como um dos fundadores da Montis, com o contributo do Conserlho Consultivo.

A actual direcção da Montis entendeu que não estava em condições de cumprir o seu mandato e demitiu-se, lançando um processo eleitoral que está em curso.

Até agora não existem sinais claros de que haja uma candidatura em preparação, o que não é de estranhar, a Montis, desde a sua primeira direcção, sempre teve dificuldades de mobilização.

Encontrar uma pessoa disponível para se candidatar a presidente da Montis é uma questão-chave, sem isso, não havendo candidaturas, a Montis deverá iniciar o seu processo de extinção.

Reconhece-se a pouca atractividade do cargo de presidente da Montis, questão que posso testemunhar que existe desde antes da criação da Montis, tendo eu sido presidente nos dois mandatos iniciais.

A Montis não tem poder, não tem dimensão, não tem recursos, não tem notoriedade e veda o pagamento de trabalho dos órgãos sociais-

A sua gestão diária dá trabalho e desgaste, pelo que dificilmente se resolverá a falta de atractividade do cargo.

O problema poderia ser parcialmente resolvido com um real investimento no cargo de Director-Geral, que foi ensaiado na actual direcção demissionária, em circunstâncias específicas que não resultaram.

Alterando-se essas circunstâncias específicas poder-se-ão abrir perspectivas para uma contratação profissional que poderá aligeirar a carga de trabalho e tempo que o cargo de presidente tem, facilitando o aparecimento de candidaturas que aceitem uma definição de funções menos executivas, de orientação estratégica, apoiadas numa gestão profissional da organização.

Se dentro do calendário que está estabelecido na convocatória da Assembleia Geral electiva for produzida uma candidatura, óptimo.

Se este objectivo falhar, isto é, se o prazo para apresentação de candidaturas se esgotar sem apresentação de qualquer candidatura, a direcção actual manter-se-á em gestão, naturalmente, para executar os procedimentos de extinção da Montis que estão definidos nos estatutos.

Nessas circunstâncias, há três caminhos possíveis:

1)     É possível, fora do prazo em curso, encontrar uma solução que permita o relançamento do processo electivo, e a vida segue o seu curso;

2)     A Montis extingue-se, como deve acontecer a associações que são incapazes de gerar candidaturas aos seus órgãos sociais, demonstrando a falta de apelo dessas associações junto da sociedade;

3)     A Montis inicia um processo de fusão com outra associação, em condições que teriam de ser discutidas e aprovadas em Assembleia Geral, naturalmente dependendo de decisões noutras associações

henrique pereira dos santos

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