No passado dia 13 de maio, voltámos a fazer uma atividade no âmbito do programa Eco-Escolas, em parceria com o Agrupamento de Escolas de Vouzela. A saída reuniu 15 alunos e três professores, e ficará na memória de todos (por várias razões, mas já lá chegamos).
Começos primaveris na Lapa de Meruje
Encontrámo-nos na Lapa de Meruje e, logo de início, eu (Inês) fiz o balanço habitual: meia dúzia de caras conhecidas - os fiéis que regressam ano após ano, e que é sempre bom rever - e muitas caras novas, de olhos bem abertos para o que viria a seguir. Esse brilho de curiosidade é sempre o melhor começo.
Percorremos a albufeira e deixámo-nos encantar pela flora primaveril em plena floração. Os cardos-roxos e as urzes roubaram os holofotes, mas houve espaço para falar sobre muitas outras espécies, incluindo as "mal amadas" silvas, que afinal têm um papel muito mais importante do que a má fama sugere.
Rumo ao carvalhal
Seguimos pelo acesso aberto até Dumação, em direção a uma das nossas zonas favoritas: a mancha de carvalhal maduro. Pelo caminho, fomos falando sobre a importância das espécies autóctones. E tivemos um encontro especial com um endemismo ibérico, a rã-ibérica, que apareceu como se soubesse que estava a ser procurada.
Chegados ao carvalhal, falamos sobre aquele pequeno mas precioso conjunto de árvores cuja parte aérea resistiu aos incêndios de 2017. Mostrámos e falámos sobre as caixas-ninho instaladas, o tabuleiro para gaios, e como utilizamos as câmaras de fotoarmadilhagem.
E então, chegou a chuva.
Não uma chuvisqueira. Não uma chuvinha passageira. Uma chuvada de respeito.
Aguardámos cerca de 15 minutos abrigados debaixo das copas dos carvalhos, que ficaram à altura do desafio, mas a chuva não tinha nenhuma intenção de parar. Tivemos de tomar a decisão inevitável: regressar. Ao autocarro. Debaixo de água.
Escusado será dizer que os miúdos (e os graúdos) adoraram a experiência. Há qualquer coisa de libertador em ficar completamente encharcado ao ar livre. Chegámos ao autocarro com ar de náufragos felizes, e sinceramente? Vai ser difícil superar esta molha nos próximos anos.
Que estes miúdos incríveis continuem a querer passar tardes na natureza. Valem muito.
Escrito por Inês Leão (técnica MONTIS)








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