Neste sábado, dia 28 de março, realizou-se mais uma ação de voluntariado mensal da MONTIS, desta vez na propriedade da Malveira, no concelho de Mafra. A atividade teve dois dias de preparação que a antecederam.
Esta atividade marcou o fim dos trabalhos de plantação nesta propriedade. Os locais de plantação encontravam-se invadidos por acácia negra (Acacia mearnsii) e acácia de espigas (Acacia longifolia) que a MONTIS tem vindo a controlar, nos últimos anos. Na parte superior da propriedade foi necessário remover muitas acácias mortas (algumas delas de grandes dimensões), que foram derrubadas pela tempestade Martinho há cerca de um ano. Na parte inferior da propriedade foi necessário cortar algumas acácias de espigas e remover outras que já tinham sido arrancadas. Em ambos os locais foi também necessário proceder à gestão do silvado.
Na preparação da atividade (dias 26 e 27) contamos com um total de sete pessoas a ajudar: um membro da direção da MONTIS, dois técnicos, três voluntários de longa duração (dois do projeto NaturKultur e uma do projeto EstYES) e a Sara (gestora da paisagem da MONTIS). O dia da atividade propriamente dita contou com a participação de 14 pessoas, incluindo seis voluntários da EDP. Houve quem participasse de manhã, quem participasse à tarde e quem estivesse presente durante todo o dia (a foto de capa é referente ao grupo da manhã).
Estes três dias de voluntariado resultaram na limpeza de cerca de 500 metros quadrados de acácias negras mortas e silvado, no controlo de 150 metros quadrados acácia de espigas através de corte, no controlo de dois exemplares de erva das pampas e de três metros quadrados de espigos (Watsonia meriana) através de arranque, no controlo de seis acácias negras através de descasque e na plantação de 183 exemplares de espécies autóctones adaptadas às condições edafoclimáticas (solo e clima) da propriedade da Malveira. Especificamente, foram plantados 15 pilriteiros (Crataegus monogyna), 51 medronheiros (Arbutus unedo), 60 sobreiros (Quercus suber) e 57 carvalhos cerquinho (Quercus faginea). Estas plantas foram oferecidas pela Altri Florestal.
A razão da MONTIS fazer estas plantações na Malveira prende-se com o facto da regeneração de exemplares de espécies florestais nativas não ocorrer de todo ou ocorrer muito pouco em locais com presença de espécies de plantas invasoras. Desta forma pretendemos "dar uma mão à natureza" na instalação de espécies nativas em locais onde se desnvolve também o controlo de espécies invasoras.
É também importante referir que o corte de acácia de espigas está atualmente a fazer parte do portefólio de metodologias de gestão de espécies invasoras da MONTIS uma vez que a atual biliografia nos indica que a rebentação pós-corte desta espécie é muito baixa. De referir também que contamos também com um controlo biológico desta espécie: uma vespa (Trichilogaster acaciaelongifoliae) que reduz a produção de sementes em cerca de 90% e enfraquece a planta no geral.
Agradecemos a todos os que dispensaram um bocadinho da sua vida para nos ajudar a renaturalizar a Malveira, bem hajam!









Comentários
Enviar um comentário